Páginas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Cidades feridas - Noroeste Fluminense-RJ

O que é uma cidade sem os seus munícipes?
Como ficam esses quando se vêem em meio a catástrofes? Seja da forma que for: provindas pelo próprio homem ou pela natureza.
Acredito que possa existir, de certa forma, uma definição comparativa entre cidade x genitor. A cidade representando para o cidadão um valor semelhante aos que os genitores representam as suas proles. É preciso ver, ou ao menos sentir, a segurança, a força, a coragem, o futuro (...). É preciso existir o sentido do “se espelhar”. Óbvio, se espelhar em bons valores!
Nessa atualidade, as águas dos rios (causadoras de terríveis enchentes no findar de 2008 e iniciar de 2009 no Noroeste Fluminense do estado do Rio de Janeiro) voltam ao seu leito e “parece” que não voltarão castigar.
Mas, nessa altura, quantas feridas já estão presentes?
São várias as cidades do Noroeste Fluminense do estado do Rio de Janeiro que se encontram seriamente FERIDAS.
Ainda não sei qual definir como mais: Santo Antônio de Pádua? Cardoso Moreira? Itaperuna? Laje do Muriaé? Ou outras mais?
***
Cidades feridas
pela socióloga Bárbara Freitag.
Dentre vários bons conteúdos do trabalho dessa especialista destaco:
“Entre cidades vivas e cidades mortas ou em ruínas inserem-se as “cidades feridas”. Elas pedem socorro e os primeiros que ouvem seu grito de dor são os moradores, que nelas se sentem em casa e onde reencontram sua origem e inspiração”.

Saiba mais sobre Bárbara Freitag: Sociologia para principiantes


Nenhum comentário: