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quinta-feira, 22 de abril de 2010

BRASIL - 510 ANOS em construção...

Certa vez lá estava o senhor Manuel, sozinho, construindo uma casa para morar. Mas, não ficava um dia sem aparecer alguém para olhar aquela construção.
No entanto, todos que lá apareciam não se contentavam apenas em observar o árduo trabalho do senhor Manuel: sempre acontecia algum “palpite”.
Era sempre um ou outro a dizer:
- Senhor Manuel, porque não abre essa janela naquela outra parede?!
ou...
- Senhor Manuel, porque não deixa esse cômodo maior?!
ou...
- Senhor Manuel, porque parou essa varanda aqui? Ela ficaria melhor em volta de toda a casa!
E blá, blá, blá de palpites não faltavam.
Pois bem, o senhor Manuel era um homem muito educado, carismático, mas aqueles palpites começaram a incomodar. O trabalho deve vivia sendo interrompido, e o sonho corrompido.
Então certo dia alguém chegou e viu que havia crescido um muro enorme ao lado da casa, e já logo perguntou:
- Senhor Manuel, que muro é esse?
E o senhor Manuel respondeu:
- Esse muro foi feito para separar a minha casa, que será construída do meu gosto, dessa casa aqui que será terminada de acordo com o gosto de todos.
*****
Fico a pensar nessa estória do senhor Manuel.
Palpites não significam nenhum monstro de 7 cabeças.
Aliás, por vezes, sim, algum palpite chega para nos favorecer.
Agora, oferecer “palpite incomodando”, por certo na maioria das vezes esses palpites não recebe atenção alguma.
Na estória do senhor Manuel, pode ter surgido um excelente palpite, daqueles que o visitava, mas o cansaço dele era tanto que ele não se deu ao trabalho de prestar atenção.
Agora, um outro tipo de comportamento que poderiam ter tido os “visitantes palpiteiros” seria:
- Senhor Manuel, estou com um tempo livre, me permita carregar esses tijolos para o senhor.
ou...
- Senhor Manuel, estou sem fazer nada, posso te servir em algo?
Talvez (porque não?) ao estarem “ajudando” o senhor Manuel essas pessoas percebessem que determinada mudança faria da construção uma perfeição a mais, e comentassem com ele:
- Senhor Manuel, enquanto empurrava esse carrinho de areia, para o senhor, vi o sol se por... Imagina que maravilha de visão o senhor terá com uma janela nesse lado?!
E, assim, percebendo a boa ideia o senhor Manuel se agradasse, e fizesse à mudança.
*****
É isso aí... VIVA ESTES 510 ANOS REGISTRADO COMO DESCOBERTO O BRASIL.
PENA SÃO OS "ENORMES MUROS" QUE SEGUIRAM SENDO CONSTRUÍDOS.
Que seja compreendido que não se deve confundir a falta do que fazer com a maravilha de se viver num país onde prevalece o regime democrático.
Paz e bem!
A imagem que aparece não é de nenhum senhor Manuel - é imagem encontrada na internet. Aliás, o senhor Manuel é invenção da minha mente.
*****
Na oportunidade deixo aqui a mensagem que recebi do amigo Osny Guimarães, pelo dia em questão:
BOM DIA SANDRA,
Hoje, comemora-se o qüingentésimo décimo (acho que é isso mesmo) aniversário do Descobrimento do Brasil. Embora a minha filha caçula não concorde com isso, ela acha que houve uma usurpação da terra, língua e costumes dos antigos habitantes, com a rebeldia e contestação próprias da juventude.
Embora a gente até possa concordar, já que principalmente no novo mundo, culturas e populações foram exterminadas, não concebo o mundo sem que houvesse esses conflitos político-geográficos, começando quando o homo-sapiens invadiu os campos de caça dos homens de Neardenthal e contribuiu para sua extinção e desaparecimento de uma vertente, que é uma incógnita da civilização.
O descobrimento, pelos Portugueses, tornou possível, através de uma miscigenação intensa, não vista em outros países, a formação de um povo belo, afável, alegre, generoso, acolhedor e pacífico como o nosso, PARABÉNS BRASIL, rico em valores, mas com enormes problemas a resolver...
Abraços, Osny Guimarães

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