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quinta-feira, 29 de abril de 2010

O que pode significar uma bicicleta na vida de uma criança...

MINHA PRIMEIRA BICICLETA Não consigo me lembrar qual foi à sensação que tive ao ganhar minha primeira bicicleta (foto). Mas, consigo me lembrar da vontade que tinha de que aquelas rodinhas de segurança fossem rapidamente retiradas.
Pois é, eis as tais rodinhas, adaptadas nas bicicletas feita para crianças, que oferecem muita proteção, e facilidade para pedalar pelos caminhos.

Bem sabemos sobre a necessidade delas, mas nos esquecemos, talvez, de que a criança já possui a essência da racionalidade humana.

Nesse caso, acredito que essas rodinhas de proteção que vêm adaptadas nas bicicletas poderiam receber o nome de papai e mamãe: o papai sendo a rodinha de um lado, e a mamãe sendo a rodinha do outro. Afinal, é exatamente essa a sensação que elas passam: de que a criança vai pedalar feliz da vida, sem jamais cair correndo o risco de se machucar. O que no fundo (essa ideia) prevalece como desejo dos que verdadeiramente são pais e mães - que seus filhos sejam felizes, que não se machuquem jamais.

Ocorre que mesmo sendo apenas uma “criança” algo já se apresenta dentro de nós, nos impulsionando para vivermos o verdadeiro sentido humano da vida.
Sentido, esse, que nos deixou de uma forma muito bonita a madre Tereza de Calcutá:
A VIDA é uma oportunidade.
Aproveite-a!
A VIDA é uma beleza. Admire-a!
A VIDA é um sonho. Faça que se torne realidade!
A VIDA é um desafio. Enfrente-o!
A VIDA é um dever. Cumpra-o!
A VIDA é preciosa. Cuide dela!
A VIDA é riqueza. Conserve-a!
A VIDA é um mistério. Explore-o!
A VIDA é promessa.Tenha esperança!
A VIDA é tristeza.Supere!
A VIDA é um hino. Cante-o!
A VIDA é combate. Vença!
A VIDA é uma aventura. Conduza-a!
A VIDA é felicidade. Mereça-a!
A VIDA é vida. Defenda-a!
*
No meu caso tenho a nítida lembrança da alegria que tive quando aquelas rodinhas foram retiradas da minha bicicleta.

O que sei é que sem as rodinhas não me assustava as possíveis quedas; o que prevalecia era apenas eu, e a coragem de pedalar por mim mesma.
Adeus rodinhas!

É isso aí... Com essa ausência das rodinhas protetoras, já se desperta na criança o conhecimento sobre a necessidade do equilíbrio, da atenção, da responsabilidade por si próprio (...) pois, o oposto significa um cair, e machucar (pouco ou muito – dependendo da queda:)).

É óbvio que, sendo criança (inocente) não existe o conhecimento que já está se aprendendo tais compromissos com a própria pessoa; não existe a consciência de que a vida já está se apresentando, ou seja, o papai e a mamãe vão deixando de ser os protetores tão próximos (as rodinhas na bicicleta), se tornando (quando tiram as rodinhas da bicicleta) apenas vigilantes distantes.
Enfim, a bicicleta acaba deixando na vida da criança, também, silenciosamente um belo aprendizado que será levado pela vida afora.

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