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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pedal Livre! Pedalando no dia de Corpus Christi

Nesse feriado de Corpus Christi resolvi acordar cedinho, e sair para pedalar - está virando costume! Mas, não era minha intenção realizar publicação dessa vez. Só que, não adianta, determinadas situações se fazem por si, para nós, de uma forma que acabam ganhando o merecimento para serem registradas.
Sendo assim, o primeiro registro, desse meu passeio ciclístico, fica sendo o significado de "cavalheirismo": Por morar numa cidade do interior, ainda vejo muito a existência de "cavalheirismo": acaba sendo algo comum.
Só que algum tempo atrás precisei realizar um trabalho numa "cidade grande", e acabei observando uma cena que me deixou decepcionada:
Havia uma senhora atravessando a rua, carregando uma caixa de isopor. Aquela senhora acabou chamando minha atenção. Achei estranho, pois, ela parecia carregar um peso enorme, tal era o esforço que fazia. Chegou num ponto que ela simplesmente não aguentou aquela caixa, e a jogou no chão: exausta!
A questão, que me decepcionou, é que havia “vários” homens por perto. 'Imaginei' naquele momento: “algum desses homens chegará para ajudar essa senhora”. Lamentável! - 'Imaginei' errado!
A tal senhora começou na tentativa de pegar novamente aquela caixa de isopor, sem conseguir levantá-la.
Observando o esforço sofrido que ela fazia, e percebendo que nenhum “daqueles h----omens” chegaria para ajudá-la, não me contive, e fui até ela para dizer: “deixa eu ajuda-la!”.
Qual não foi minha surpresa ao levantar a tal caixa de isopor, ajudando-a, sentir o tamanho do peso que havia. Ou seja, havia dentro da caixa inúmeras pedras de gelo 'enorme'. E, simplesmente, os vários h----omens que por perto estavam não demonstraram nenhuma reação de cavalheirismo.
Sei é que, ao retornar para minha “pequena cidade", e chegar a minha casa, a primeira coisa que disse ao meu esposo foi: “a gente precisa sair, ver a vida fora do nosso meio, para dá imenso valor a pequenas maravilhas (detalhes) que temos ao nosso redor, que sendo tão comum acabamos não percebendo”.
É isso aí... deixo essas palavras, nessa publicação, pois, ao estar pedalando, em pleno feriado de Corpus Christi, e me deparar com trabalhadores realizando uma obra na estrada – com um buraco já feito por toda a estrada - poderia ter ultrapassado a minha bike, por mim mesma, mas não precisei, porque ainda vivo em um lugar que sobrevive o cavalheirismo.
O segundo registro, desse meu passeio ciclístico, foi uma agradável surpresa, a qual me aconteceu já na parte da noite:
com o gostoso cansaço, de um dia muito bem aproveitado, por coincidência, acabei pegando um livro do Paulo Coelho (Maktub), na intenção de apenas passar os olhos, e eis que a "primeira" mensagem que me aparece foi:
A vida é como uma grande corrida de bicicleta – cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal.
Na largada, estamos juntos – compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas quanto à própria capacidade. Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio – ainda estão correndo, mas apenas porque não podem parar no meio de uma estrada. Eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.
Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.
Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço.
Sim, vale. É só não desistir.

O terceiro, e último, registro, desse meu passeio ciclístico, já me aconteceu nesse dia seguinte, ou seja, antes de me envolver com a minha publicação, recebi do amigo Carlinhos Moreira (Miracema) o vídeo de outro momento deles no pedal livre (deixei publicado aqui – PEDAL LIVRE), o qual houve a possibilidade de rever alguns, dos ciclistas da cidade de Miracema, que tive a honra de conhecer no dia em que estive pedalando com eles.
Acabou sendo gratificante saber que do mesmo jeito que acordei cedo para realizar um passeio de bike, no dia de Corpus Christi, em São José de Ubá, eles também acordaram, em Miracema, com o mesmo propósito :)
Detalhe: para quem aprecia bons valores, cultura de lugares, depois do meu gostoso momento pedalando na manhã do dia de Corpus Christi, acabei vivendo toda a tarde fotografando uma bonita entrega que acontece, todo ano, realizada por católicos, na cidade de São José de Ubá, ao Corpo de Cristo.
Para ver todas as fotos clique
AQUI.
Paz e bem!

5 comentários:

João Bosco disse...

Aqui em Volta Redonda, tambem saimos cedo para pedalar e o que me chama a atenção nos lugares em que passamos é a receptividade que temos. Só encontramos gente bôa.
Em minha pedalada de ontem, teve mais uma coisa de especial; passei na Ponte dos Arcos em Conservatária. Local em que passei em 1969.
http://picasaweb.google.com.br/lh/photo/Tw4ilvgpNPcgIAqs3VmOGA?feat=directlink

Carlinhos Moreira disse...

Sandra um forte abraço e não esqueça de combinar com o André nossa ida ai em Uba...aguardamos...saudações musicais...

sandra valeriote disse...

Pois é João, um VIVA a essas boas receptividades que fazem dos nossos momentos vividos uma maravilhosa alegria a mais.

Acompanho sempre todos os seus momentos no pedal. Nesse último, adorei o registro do touro GIR - é a raça que mais gosto.
:):) Também achei MUITO BACANA a apresentação de um mesmo lugar 41 anos depois.

sandra valeriote disse...

Oi Carlinhos, nessa próxima estarei agendando essa vinda :)

sandra valeriote disse...

A "próxima" que me referi é a "semana" :):)